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Arquivo: Edição de 25-03-2009

Secção: Política

Candidata do MEP esteve em Joane
Laurinda Alves quer “espírito Erasmus” alargado

Com uma linha que define como “humanista”, a candidata do Movimento Esperança Portugal (MEP)
às europeias, Laurinda Alves diz que é necessário alargar o “espírito Erasmus” a outras profissões e idades. Diz ainda que os programas de voluntariado europeus podem ser reforçados.
“Um partido humanista e de causas”. Foi assim que Laurinda Alves, candidata do Movimento Esperança Portugal (MEP) às eleições europeias, definiu o partido. A candidata esteve em Joane para apresentar o seu programa às eleições europeias.
A candidata explicou a importância do “centro de decisão” europeu, notando que as pessoas quando falam em políticos “dizem que são todos iguais e, normalmente querem dizer que são maus e não é verdade”. “O MEP tem uma lógica de acrescentar novos protagonistas, novos políticos, nenhum de nós cresceu nas juventudes partidárias, nenhum de nós depende da política, viemos da sociedade civil”, disse Laurinda Alves.
Do contacto que tem tido com as pessoas a jornalista avançou que a “esmagadora maioria” das pessoas “está muito distante da Europa”. “Mesmo as pessoas que aderiram à Europa fizeram-no racionalmente e ainda não lhes desceu ao coração”, apontou , referindo que é necessário “aprofundar a dimensão humana”.
“As pessoas têm ideia de uma Europa muito burocratizada e muito economicista e falta aprofundar a dimensão humana, porque aquilo que fez com que esta Europa chegasse aqui foi o projecto com lógica econômica, mas também com profundidade humana. O ser humano tem de estar no centro do projecto”, atirou.
Por isso, Laurinda Alves apresenta um projecto virado para o alargamento do “espírito Erasmus”. Para a candidata às europeias é “importante” que as pessoas com “40 ou 50 anos” possam fazer “reciclagem” ao nível da formação noutros países.
Por outro lado, aponta a necessidade de “reforçar” os programas de voluntariado europeu. “Em tempo de crise é importante perguntarmos como podemos constribuir. Temos de perguntar o que podemos dar aos que nos estão próximos, ao país, à Europa e ao mundo e não ficar à espera”, concluiu.


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