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Arquivo: Edição de 03-06-2009

Secção: Autarquias

Novo protesto contra tarifas de saneamento

Os habitantes de Serzedelo e Guardizela voltaram aos protestos contra as tarifas

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de ligação ao saneamento.
Os habitantes de Serzedelo e Guardizela voltaram a manifestar-se contra as taxas de ligação ao saneamento cobradas em Guimarães. Os manifestantes fizeram-se ouvir em frente à Câmara Municipal insistindo na redução dos valores para metade.
A comissão que representa os moradores foi recebida pelo vice-presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, que sublinhou a posição da autarquia em manter os preços.
Por entre bombos e palavras de ordem os manifestantes exibiam cartazes alusivos ao valores considerados elevados das taxas de saneamento. “Queremos mostrar ao senhor presidente que a argumentação que serviu para responder à população não corresponde à verdade”, notou Manuel Silva da Comissão.
Segundo a mesma fonte, entregaram na autarquia a “fundamentação” dos habitantes em relação à resposta dada pelo autarca vimaranense, António Magalhães, sobre a proposta apresentada. Esta visava essencialmente, que os valores fossem reduzidos em 50% e que as pessoas pudessem pagar em 48 meses.
“Estamos dispostos a lutar até às últimas consequências para ver aceite a nossa proposta que consideramos mais do que razoável, mais do que justa para um serviço elementar e básico”, afirmou Manuel Silva.
Existem valores de taxas de ligação que atingem os 1000 euros como é o caso de Artur Pereira. Este habitante de Serzedelo ainda não pagou, mas aponta que o valor deverá rondar os 1000 euros. “Os valores são muito elevados, acho que deviam baixar para metade”, apontou, referindo que a população deve sempre manifestar-se por aquilo que acha correcto. A comissão evoca que se trata de uma infra-estrutura co-financiada e alega que não estão a ser tidas em conta as despesas que as pessoas têm com a ligação da habitação até às caixas. “Também há proprietários que têm necessidade de bombear as águas”, notou Manuel Silva, explicando que a Vimágua comparticipa apenas 40% do valor, não contabilizando a energia gasta.
Para Manuel Silva o que está “a ser imposto é uma grande injustiça e muito mais na conjuntura em que vivemos”, concluiu.
Por seu lado, Domingos Bragança notou que se impõe o princípio da equidade. “A Vimágua tem mais de 70 mil utentes que já pagaram e já cumpriram com o regulamento que tem mais de 10 anos”, afirmou.
Ao que apontou o autarca, aqueles que não puderem pagar requerem isenção e não pagam nada e, aqueles que não puderem pagar em 24 meses, após inquérito social, irão pagar em 36 e 48 meses.
“Não recuamos porque temos a certeza que estamos bem e pelo princípio da justiça. As famílias que não puderem pagar não pagam”, adiantou.

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