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Edição de 08-09-2010
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Arquivo: Edição de 28-07-2010

Secção: Suplemento

António Sousa, presidente da Junta de Bairro
Junta quer apostar na requalificação de vias

Com um orçamento que ronda os 200 mil euros a Junta de Freguesia de Bairro vai requalificar a zona envolvente ao cemitério assim como pavimentar algumas ruas que estão ainda em empedrado. Contudo, ao longo dos quatro anos de mandato o presidente da Junta, António Sousa aponta que pretende fazer alguns alargamentos assim como recuperar o espaço envolvente à igreja velha.

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Por outro lado, o autarca espera que durante este quatro anos o relvado sintético para o Bairro Futebol Clube avance.
O que prevê o orçamento para este ano?
Para este ano temos em orçamento para cima de 200 mil euros. Em relação a um ano normal temos um protocolo de uma rua que estava previsto fazer antes das eleições. Entretanto já assinei o protocolo e rua vai ser executada brevemente.

Preveêm-se mais protocolos com a Câmara?
É normal que num primeiro ano de mandato os protocolos sejam reduzidos e tudo isso é derivado aos ciclos políticos, aos ciclos eleitorais.

Que obras prevê o orçamento?
O orçamento prevê a execução da pavimentação de algumas ruas que ainda estão em mau estado, temos algumas ruas em empedrado e temos algumas com piso já mais antigo, esta situação não vai ser realizada em parte porque tivemos de retirar dinheiro para a zona envolvente ao cemitério e para que a obra não parasse tivemos de recorrer a dinheiros eu estavam para outras obras.
Este arranjo foi obra prometida já há bastante tempo e que demorou um pouco mais.
Tínhamos projectado provavelmente o dobro do montante e não vamos poder investir este ano.

Que projectos tem para Bairro durante este quatro anos?
Já informamos a Câmara Municipal porque temos alguns caminhos municipais que têm necessidade de alguns alargamentos, águas pluviais e pavimentação. São consideradas vias estruturantes na freguesia.
Temos uma que está em cubo que já está muito irregular e temos outra em semi-prenetração antiga que serve Bairro e zona industrial da Carreira, que dá acesso á estação de caminhos-de-ferro que está em muito mau estado.
A estação tem muito movimento em horas de ponta e temos muita gente que vem do lado da Carreira e Riba de Ave que o caminho que se servem é esse.
Há também, a zona envolvente à igreja velha que temos promessa em executar o projecto que está em apreciação devido às obras que foram feitas para ver se realizamos o que estava previsto ou se vamos ter de alterar.
Durante este mandato vamos também, colocar passeios ao longo da EM 205.4 e da EM 310. O essencial está realizado mas queremos dar continuidade para a parte de baixo. E, gostávamos ainda de ver avançar este mandato, que é um assunto que já está a ser tratado, que é o relvado sintético.

Referiu que a estação de caminhos de ferro tem muito movimento. Como é que está aquela ponte, em Caniços, que liga Bairro ao concelho vizinho?
É uma ponte que diz respeito ao concelho de Santo Tirso, distrito do Porto. possivelmente, terá de ser uma obra realizada pela Estradas de Portugal. Antes das eleições tivemos uma secretária de Estado de visita à nossa freguesia com presidentes da Câmara de Santo Tirso e de Famalicão, a respeito da recuperação da antiga ponte de caminhos-de-ferro, em relação à outra situação não há nada de concreto.
A secretária de Estado na altura disse que ia fazer esforços para que a obra avançasse mas a senhora foi embora e não sei como está a situação. Mas, vamos fazendo perguntas à nossa Câmara Municipal para saber como está a situação.
É uma zona com muito trânsito e quem não vai pela auto-estrada por Guimarães para tomar caminhos de Sul vai tomar auto estrada a Santo Tirso.

A freguesia Bairro está encostada a uma ponta do concelho. Como é que estão ao nível de transportes públicos?
Em termos de deslocação para cidades vizinhas estamos bem com caminho de ferro mas em termos de concelho temos algumas carreiras que funcionam ao fim do dia, de manhã, antes do almoço e depois.
Não há grande queixa sobre essa situação e o transporte particular já é elevado e é isso que tem resolvido problema mas se viessem TUF até cá também ficávamos satisfeitos.

O desemprego é um problema transversal. Como está a situação social na freguesia?
Cada vez temos mais pessoas desempregadas. Estamos numa zona têxtil e também ultimamente não fecharam por aqui grandes empresas e temos algumas pessoas a viver do rendimento mínimo e outras estão na idade dos 50 anos à espera de poder ir para a reforma. Temos aqui atendimento social que tem servido para fazer o despiste destas situações.
Há anos que esta região tem estes problemas, acentuaram-se normalmente pelas estatísticas do desemprego e vão se repercutindo e aqui tem aumentado mais um pouco. Os cursos de formação do centro de emprego e das novas oportunidades permite que as pessoas vão ocupando o seu tempo e isto tem camuflado um pouco a realidade.

Sente que o facto de estar numa ponta do concelho e estar algo distante da sede de concelho prejudica de alguma forma a freguesia?
Já sou autarca há muitos anos e recorda-me que quando esta freguesia tinha menos desenvolvimento e havia naquela altura encontros entre autarcas da região na formação de um novo concelho que lhe chamavam concelho de Entre Margens. Foi pretexto desta freguesia tomar posição concreta, os órgãos eleitos dizerem que estavam disponíveis para falar sobre o assunto porque pensavam que iam beneficiar com isso.
Entretanto, esse movimento desapareceu e na Assembleia da República foram travados movimentos relacionados com formação de novos concelhos mas nesse movimento estava Bairro, Lordelo, Riba de Ave entre outras localidades.
Na altura alguém ligado ao concelho de Guimarães que disse que queríamos levar a carne e deixar os ossos porque seriam boas para formação de novo concelho.
As freguesias querem sempre fazer mais mas não se pode depois disto e da mudança da Câmara Municipal, isto deu o salto.

Como está a freguesia ao nível de zonas
de lazer?
Temos uma boa zona de lazer mas é privada. O parque do senhor António Sampaio, não sei qual o destino que quer dar-lhe, mas via com bons olhos uma negociação entre o proprietário e a Câmara Municipal e se houvesse esse interesse seria uma área para devolver à freguesia.
Já foi falado mas concretamente em negociação entre as partes não. É uma situação que mais tarde ou mais cedo vai ter de se levantar. O senhor continua a emprestar o espaço mas se tivesse cedido à freguesia seria outra coisa embora depois houvesse o problema da manutenção. Não sei se a freguesia sozinha poderia fazer a manutenção.
O parque tem uma grande quantidade de árvores e espécies de árvores, salão, piscina, tem coreto, tem um anfiteatro e tudo isto tem uma manutenção que tem de passar pela boa vontade e pela Câmara Municipal.


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