Arquivo: Edição de 03-08-2005
Secção: Política
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Daniel Rodrigues recandidata-se à Junta de Ronfe Num discurso onde fez questão de afirmar que a “razão de ser” da sua candidatura é a população de Ronfe, Daniel Rodrigues criticou a “perseguição” que diz ter sido alvo por parte da Câmara Municipal de Guimarães. O candidato apontou que “por falta de vontade política do poder municipal” algumas obras não foram para a frente. Do mesmo modo, Daniel Rodrigues criticou aquilo a que chama “clientelismo”, explicando que “muitos anos no mesmo sítio causam vícios, seja no PSD, no PS ou na CDU”. Fazendo referência à limitação de mandatos, o candidato, apontou o caso de António Magalhães que volta a candidatar-se nestas eleições autárquicas: “Se eu defendo que 10 anos chegam, eu próprio me demito”. Uma distribuição mais justa do investimento por todo o concelho, a valorização das vilas do concelho, nomeadamente através da requalificação do centro cívico, a delegação de competências da Câmara nas Juntas de Freguesia, são algumas “lutas” do PSD que o candidato lembrou. “A luta do PSD por um concelho mais justo, mais igual, onde exista efectiva igualdade de oportunidades, em que não haja cidadãos de primeira e cidadãos de segunda”, concluiu. A apresentação de Daniel Rodrigues contou com a presença do líder da Concelhia e, candidato à Câmara de Guimarães, Rui Vítor Costa que elogiou a “determinação” de Daniel Rodrigues, enfatizando a “perseguição sem resultado” de que tem sido alvo. “Julgam que é desta forma que se aterrorizam as pessoas?”, questionou Rui Vítor Costa, criticando aqueles que se deixam “vender”. “Uma pessoa que se deixa vender, que anda a saltar de partido em partido não pode andar de cara levantada”, afirmou, numa critica indirecta ao presidente da Junta de Brito, que foi eleito pelo PSD e agora vai concorrer pelo PS. Rui Vítor Costa lembrou ainda algumas ideias que tem para o concelho. O candidato à presidência da Assembleia Municipal, Emídio Guerreiro também esteve presente na cerimónia. E, num discurso onde evidenciou os aspectos da mudança ocorrida em Ronfe há quatro anos, também criticou a criação de “clientelas” na Câmara de Guimarães. O orçamento da autarquia vimaranense foi uma vez mais visado: “É preciso que a Câmara que tem 20 milhões de contos para investir o faça a pensar na qualidade de vida”, apontou Emídio Guerreiro. A prestar apoio a Daniel Rodrigues estiveram também o responsável pela JSD de Ronfe e o responsável pela estrutura a nível concelhio. Por:
Alexandra Lopes |
